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Padrões Arquiteturais em Desenvolvimento de Software

MVC (Model-View-Controller)

Definição: O MVC separa uma aplicação em três componentes principais:

  • Model: Gerencia dados e lógica de negócio, interagindo com o banco de dados.
  • View: Exibe os dados ao usuário e capta suas interações.
  • Controller: Intermediário entre Model e View, processando entradas e atualizando as saídas.

Quando Usar:

  • Aplicações Web e Desktop: Utilizado em frameworks como Ruby on Rails, ASP.NET MVC e Django.
  • Separação de Preocupações: Necessidade de separar a lógica de negócio da interface do usuário.
  • Testabilidade: Facilita testes independentes da lógica de negócio e interface.

MVVM (Model-View-ViewModel)

Definição: MVVM separa a lógica de desenvolvimento da interface do usuário (View) da lógica de negócio (Model) e da lógica de apresentação (ViewModel):

  • Model: Gerencia lógica de negócio e dados.
  • View: Define a interface do usuário.
  • ViewModel: Intermediário entre View e Model, facilitando a sincronização via data binding.

Quando Usar:

  • Interfaces Ricas: Ideal para aplicações com UI interativa, usando WPF, Xamarin ou frameworks modernos como Angular e Knockout.
  • Data Binding: Simplificação da interação entre interface e dados.

Microservices

Definição: Divide uma aplicação em serviços pequenos e independentes, cada um focado em uma função específica:

  • Descentralização: Serviços desenvolvidos, implantados e escalados independentemente.
  • Autonomia: Equipes trabalham autonomamente em diferentes serviços.

Quando Usar:

  • Escalabilidade: Escalar partes específicas da aplicação independentemente.
  • Desenvolvimento por Equipes Distribuídas: Equipes autônomas trabalhando em diferentes partes.
  • Resiliência: Falha em um serviço não afeta todo o sistema.

Monolítico

Definição: Sistema unificado onde todos os componentes estão interligados e executados como uma única aplicação:

  • Coesão: Componentes em uma única base de código.
  • Desenvolvimento Simples: Menor complexidade inicial.

Quando Usar:

  • Projetos Pequenos e Médios: Aplicações sem necessidade de escalabilidade horizontal.
  • Simplicidade: Ideal para startups ou MVPs.

Event-Driven Architecture

Definição: Baseia-se em eventos para comunicação entre serviços:

  • Producers: Serviços que geram eventos.
  • Consumers: Serviços que reagem a eventos.
  • Event Bus: Roteia eventos entre producers e consumers.

Quando Usar:

  • Aplicações Assíncronas: Operações que não precisam ser processadas de forma síncrona.
  • Escalabilidade e Flexibilidade: Adição ou modificação de funcionalidades sem afetar outros componentes.
  • Reatividade: Sistemas que reagem rapidamente a mudanças.

Escolhendo o Padrão Adequado

A escolha depende dos requisitos do projeto, escala da aplicação, equipe de desenvolvimento e objetivos de negócio:

  • MVC: Quando precisar de separação clara entre interface do usuário e lógica de negócio.
  • MVVM: Para interfaces ricas e interativas com foco em data binding.
  • Microservices: Necessidade de escalabilidade, resiliência e equipes autônomas.
  • Monolítico: Para simplicidade inicial em projetos pequenos ou MVPs.
  • Event-Driven Architecture: Reatividade a eventos de forma assíncrona e flexível.
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